domingo, 4 de junho de 2017

Contudo ou Com tudo?

As duas foras estão corretas em seus respectivos contextos, sua pronúncia é igual, mas sua escrita e significados são diferentes. Devido a isso, ocorrem muitas confusões para escrever essas palavras, confundindo significados ou trocando as grafias.

O que significa Contudo?

Trata-se de uma conjunção adversativa, que tem como função contradizer ou dificultar alguma coisa, causando adversidades. Tem como significado mas, porém ou todavia. 
Exemplos:

“Gostaria de ir à festa, contudo não tenho companhia”
“Telefonei várias vezes para a empresa, contudo ninguém atendeu.”

O que significa com Com tudo?

Tem relação com quantidade, formada pela preposição “com” e o pronome “tudo”, tendo como significado “com todas as coisas.”

Exemplos

“Não perca: Viagem para Natal com tudo incluído”
“Vou casar com tudo o que tenho direito”
 
Gramática da Língua Portuguesa

"A fim": junto ou separado?

Surgiu a dúvida? Não sabe se é uma palavra só ou se são duas? Consulte as Dicas de Português! Haverá várias postagens sobre como grafar corretamente certas expressões – e certas palavras confundidas com expressões.
A primeira dúvida a ser extinta: “a fim” é escrito junto ou separado?
Para os sentidos que usamos mais, “a fim” se escreve separadamente:
1 – Finalidade
Pode ser substituído por “para” e “com o fim de”.

Estamos economizando dinheiro, a fim de viajarmos no final do ano.
Os cortes foram feitos a fim de evitarmos uma crise ainda maior.
Eu estudei a fim de tirar a nota máxima, mas isso não aconteceu.

Repare: na verdade, “a fim”, separado, faz parte de uma locução prepositivaa fim de.

2 – Demonstração de interesse
Coloquialmente, usamos “a fim de” no sentido de “estar com vontade de”, “desejar”, “querer”. E sempre precedido do verbo “estar”.

Eu estou a fim de ir ao cinema, mas se quiser, podemos ficar em casa.
Não estou a fim de viajar com pessoas que não conheço.
Pela sua expressão, você não está a fim de ir para a festa.

“Afim” também existe. Mas quase nunca usamos, porque faz parte de uma linguagem bastante formal. É um adjetivo! Sabia? Um adjetivo como “pequeno”, “bonito”, “estranho”. “Afim” é sinônimo de “semelhante”, “igual”, “parecido”.

Eu e meu irmão nos damos bem, pois nossas ideias são bastante afins.
Ou seja, “ideias parecidas”.

Aqui na empresa, a minha função e a sua são afins, portanto, posso ajudá-lo em qualquer dúvida.
Ou seja, “minha função e a sua são semelhantes”.

Gramática da Língua Portuguesa

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Plural de verbos com “se” e sujeito indeterminado

Verbos flexionados com a partícula "se" e preposição ficam invariáveis no singular, mesmo com predicado plural!

Necessita-se ou necessitam-se? Trata-se ou tratam-se? Precisa-se ou precisam-se? Eis um pântano de dúvidas que nos atola pela vida afora. E quase sem razão, pois é mais fácil do que parece aprender a regra geral de regência desses verbos. Poucos deles, nessa situação, entrariam em uma dissertação, mas nas questões de múltipla escolha de vestibulares e provas eles caem sempre, pode ter certeza.

A regra geral é simples: a partícula “se” atenua o sentido do verbo e pode ou não esconder o sujeito oculto ou indeterminado. Se o verbo não pede preposição, a oração tem sujeito e o verbo sempre concordará com ele, em singular ou plural. Se o verbo pede preposição, aí ele não muda, não flexiona para o plural, porque há um sujeito indeterminado e a preposição torna o substantivo da frase um objeto direto.

Acompanhe com diferentes verbos flexionados corretamente, sem pedir preposição.  Note que em cada frase o substantivo é o sujeito:
Aluga-se casa, alugam-se casas.
Vende-se carro, vendem-se carros.
Oferece-se emprego, oferecem-se empregos.
Trata-se dor na coluna, tratam-se dores na coluna.

Nesses casos, o sujeito não é oculto e o verbo sempre concordará com ele. Basta inverter a frase para encontrá-lo:
Casa é alugada, casas são alugadas;
Carro está a venda; carros estão a venda;
Emprego é oferecido, empregos são oferecidos;
Dor na coluna é tratada; dores são tratadas.

Agora veja exemplos em que o verbo pede preposições como “de”, “com”, “para”, “a”, entre as mais comuns. Nesses casos, o verbo ficará sempre invariável, pois ele esconde o sujeito da frase, o chamado sujeito indeterminado, que corresponde à terceira pessoa do singular. Veja exemplos corretos:
Precisa-se de balconistas com experiência.
Pede-se a todos os presentes.
Necessita-se de encanadores.
Procura-se para contrataçãos imediata.
Trata-se de demandas antigas dos moradores.
A preposição introduz o objeto direto, logo há um sujeito indeterminado para o verbo. Nesses casos, deduz-se que alguém precisa, pede, necessita, procura etc, sempre no singular, na terceira pessoa.
Exceção, sempre há: o verbo tratar tem dezenas de significados. Quando significa “ter por objeto”, “versar a respeito de algo”, o verbo fica invariável, como o que utilizamos no exemplo anterior. Em outros significados, ele concorda em número com o sujeito, explicitado ou oculto na frase, mesmo pedindo preposição. São situações em que isso é bastante lógico, cremos que você não iria errar. Veja esse exemplo, em que o verbo indica conviver, manter relação:
♦ Tratam-se com bastante protocolo em público, apesar de estarem juntos há muitos anos.
É evidente que o sujeito plural foi citado em oração anterior e, aqui, está apenas oculto. O verbo tratar deve concordar com o sujeito (tratam-se), assim como o verbo estar (estarem).

http://guiadoestudante.abril.com.br/

 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Poetisa e Poetiza

"Poetisa” e “Poetiza” são palavras homófonas, ou seja, palavras que tem o mesmo som quando são faladas, mas possuem escrita e significados diferentes.
“Poetisa” (com s) é o feminino do substantivo “Poeta”, referindo-se a uma profissão ou atividade de escrever poemas:
“Raíssa Portela é uma poetisa que está se revelando agora.”
Já “Poetiza” (com z) é o verbo “poetizar” na 3ª pessoa do singular no presente do indicativo:
“Raíssa adora escrever, ela poetiza qualquer situação ou emoção.”
 Obs.: uma dúvida surge porque atualmente o substantivo poetisa tem, para alguns, um sentido pejorativo. Atualmente as escritoras se intitulam poetas e não poetisas, afirmando uma maior dignidade e qualidade de trabalho em poeta. Neste sentido, a palavra poeta se apresenta como sendo um substantivo de dois gêneros, ou seja, o poeta e a poeta. Para alguns especialistas, as duas formas para referir-se às escritoras, Poeta e Poetisa, são válidas, pois são dicionarizadas e admitidas na linguagem escrita e oral. 
Encontrei essa frase na internet e compartilho aqui nas Dicas de Português:
“Vamos poetizar o mundo! Gentileza e emoção só nos fazem bem!”


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Através de ou por meio de?


Nesse caso, não existe certo ou errado, pois as duas locuções adverbiais estão corretas. Contudo, ainda que muitas pessoas confundam, elas não são equivalentes, isto é, não são locuções sinônimas. Observe o emprego adequado de cada uma delas:

Por meio de: A locução adverbial por meio de está relacionada com a ideia de instrumento, instrumento utilizado na execução de determinada ação. Pode ser substituída pelas expressões mediante e por intermédio de sem qualquer prejuízo de sentidos. 

 Observe os exemplos:
Soubemos da triste notícia por meio dos telejornais.
Os funcionários foram demitidos por meio de um comunicado.

Através de: A locução adverbial através de deve ser empregada quando a intenção for indicar movimento físico, ou seja, indicar a ideia de atravessar algo

Observe os exemplos:
Viu a cidade ficar cada vez menor através da janela do avião.
A claridade entrou no quarto através da fresta.


terça-feira, 22 de novembro de 2016

Acostumar e Costumar


A semelhança entre esses dois verbos pode realmente provocar confusão.  Isso se dá, porque, na maioria esmagadora dos casos, acostumar é sinônimo de “habituar”, enquanto costumar pode ser substituído por “ter por hábito” ou “ser habitual”. O primeiro indica a formação de um hábito enquanto o segundo aponta para um hábito já formado. Acostumar pode ser ou não pronominal e pode ter complemento oracional ou não: “Acostumou os funcionários a obedecer sem discutir”, “Acostumava-se a custo com o calor”. Costumar nunca é pronominal e seu objeto é necessariamente uma oração: “Ela costumava rezar antes de dormir”
Testemos a tal regrinha simplificada (acostumar = habituar; costumar = ter por hábito ou ser habitual) para ver como ficam algumas frases:
a) Estou acostumado (habituado) a estudar à noite.
b) Eu costumo (tenho por hábito) estudar à noite.
Essa forma de pensar tem a vantagem de funcionar com diversos tipos de construção: “Meus ouvidos se acostumaram (se habituaram) ao barulho”; “Acostumei (habituei) meu cachorro a buscar meus chinelos”. E ainda: “Costuma (é habitual) chover no verão”; “Jogando em casa meu time não costuma (não tem por hábito) perder”. 

Gramática da Língua Portuguesa - Editado por Eva Portela.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

"De mais" e "demais"

Entre as dúvidas de grafia mais frequentes está saber distinguir "demais", numa só palavra, da locução "de mais".

Na maior parte das vezes, é o advérbio que se emprega, portanto "demais". Trata-se de um sinônimo de "excessivamente" (comer demais, falar demais, dormir demais etc.) ou simplesmente de "muito" ("Você é linda, mais que demais", para quem quiser relembrar o verso de uma bela canção de Caetano Veloso).

Menos usada, mas também correta, é a palavra "demais" como sinônimo de "ademais" (além disso). Assim: "Fala muito alto o tempo todo; ademais (demais), sua voz é estridente".

Com o sentido de "os outros", "os restantes", portanto com valor de substantivo, usa-se também a grafia "demais". Assim: "Os demais preferiram não opinar".

Já a locução "de mais" pode aparecer com o valor aproximado de "a mais" ("Acertou o tempero: nem sal de mais, nem sal de menos"). Note-se que, nesse caso, "de mais" tem o valor de "demasiado", "excessivo" e, portanto, tem valor de adjetivo (não de advérbio).

Também se usa "de mais" no sentido de "capaz de causar estranheza", "anormal". Assim: "Não vejo nada de mais nisso".


Por Thaís Nicoleti